A vida a dois é puro glamour: Seu grosso!; Não vai sair assim né?; Você não me ama mais?; Não sente mais tesão?; Por que não quer sair com os meus amigos?; Tá gritando porquê?; Mas eu quero que você venha junto!; Ah, hoje quero sair sozinha com as minhas amigas.; Minha mãe nos convidou para o jantar e você também tem que vir.; Minha melhor amiga não vai com a sua cara!; - e por aí vai. Quem já não ouviu comentários deste tipo e passou por discussões em que nenhum dos lados quer abaixar a cabeça porque o orgulho e o ego falam mais alto? Sim, casais! Casais de amigos, casais de namorados, noivos e casados, o rótulo não tem significado algum neste contexto – ou em qualquer outro. Por quê temos a tendência de focar nos podres de um relacionamento? Quando encontramos com uma amiga, ou amigo, e alguém pergunta: “E aí como tá o relacionamento?” A resposta é breve quando tudo está bem - “Estamos ótimos!”, mas quando a tampa está virada - “ Nossa! Você não sabe o que ele(a), fez, falou e disse, deixou de fazer, falar e dizer…” E por ai vai.

O diálogo sempre foi algo muito presente no meu relacionamento com o Marcos. Desde aqueles momentos da amizade colorida, pós encontro na praça. É praxe que aquilo que acontece entre quatro paredes, dificilmente sai de lá, a não ser num momento de desabafo entre amigos. Poucos sabem o que realmente acontece entre casais, mas para nós, falar bem ou falar mal, numa forma de desabafo geral, pode fazer bem para todo mundo. Afinal, não somos todos iguais?
Não se apresse. Nós não temos o relacionamento perfeito - longe disso! Não acho que ninguém possua tal dom, esse, de ser perfeito. Temos defeitos, manias, jeitos esquisitos e implicâncias, sozinhos e um com o outro. Somos verdadeiros chatos que se encontraram e convivem e sim, isso gera momentos de muitas risadas, muitas conversas, tentativas constantes de mudanças e evolução, e também discussões sobre assuntos que soam insignificantes depois de algum tempo. Até que um abaixe a cabeça e diga, “Sim Schatz – um de nossos apelidos criados durantes estes anos de convivência – você tem razão! Desculpa!” Parece rápido e fácil, mas as vezes dura um pouco mais do que alguns minutos e nem sempre soa tão agradável e racional.