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#favoritoscomtijolo : Bio Alternativa

explorar sem parar

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bio alternativa higienópolis

Nós no conhecemos em um carnaval. Na rua? No carnaval de rua do Rio ou de Salvador? Não! Na tranquilidade da cidade de São Paulo nestes feriados prolongados. Desde então foram poucas as vezes que viajamos em feriados. Um dos principais motivos é evitar a estrada e pedágios com longas filas. O segundo é a possibilidade de sair com amigos que pensam de forma similar, não tiveram tempo para programar uma viagem, ou simplesmente porquê não emendam feriados. Seja qual for o motivo deles, aproveitamos a companhia e a possibilidade de fazer programas diferentes. Aproveitamos a cidade vazia para fazer programas que normalmente não faríamos. Numa ocasião destas, tiramos um dia para passear pela cidade com um casal de amigos. A ideia inicial era irmos a uma exposição, mas o programa foi logo frustrado pelas longas filas. A saída foi passar em exposições menores e acelerar a fome para que pudéssemos almoçar juntos em algum lugar agradável. Bruno, que já conhece o nosso estilo de alimentação, sugeriu o restaurante Bio Alternativa, na região de Higienópolis. Um restaurante que pertence à família dele e que frequentávamos na época da faculdade. Na época não nos permitimos comer lá com frequência pela condição e rótulo de “estudante”, mas vimos que para os padrões de hoje, o valor é justo.
Ele nos mostrou o caminho. Ao entrarmos na casa antiga passamos por um pequeno mercado com diversos produtos naturais, que variam de comidas a produtos de beleza e livros. A fome era grande então deixamos as comprinhas para depois.

O restaurante existe desde 1977 e é focado na alimentação natural e vegetariana. Raízes, caules, flores, frutos, cores e texturas compõe a bancada do buffet de valor fixo. Para atender o número crescente de restrições alimentares, seja por motivos alérgicos éticos, ideológicos ou religiosos, cada prato tem sua identificação específica. Começamos pela sopa e repetimos três vezes, passando por antepastos, saladas e pratos quentes. Em qualquer outro lugar teríamos a sensação de “sair rolando”, mas de lá saímos leves e dispostos a continuar a nossas andanças pela cidade. Os alimentos são leves e preparados para a fácil digestão. O buffet acontece todos os dias, mas nenhum é igual. Os pratos se repetem somente após um período de 3 semanas. Para Bruno, Carolina e eu foi um reencontro feliz com o restaurante, com sabor de nostalgia dos anos de Mackenzie. Para o Marcos foi a apresentação a mais um lugar facilmente frequentável em dias tranquilos pela cidade.

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o mercado natural

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buffet do dia

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bruno e carolina nos mostrando o caminho

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terraço para a rua

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pátio interno

#favoritoscomtijolo : La Mar

explorar sem parar

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La Mar Cebicheria

O ano passado estávamos numa fase mais caseira, de adaptação e economias. Este ano estamos mais confortáveis em sair e explorar melhor a cidade. Quando criamos a categoria “Pulando a Cerca”, logo no início do blog, era justamente para compartilhar lugares, viagens e novas experiências. Temos alguns lugares na nossa lista que visitamos sempre, pois já conhecemos os benefícios, outros estão numa lista de “a conhecer” já há algum tempo, e então, aos poucos, vamos desvendá-los. Bem vindos ao primeiro post da série #favoritoscomtijolo.

A visita de ontem foi uma boa surpresa. Surpresa no sentido que não estava na nossa lista e foi um feliz achado do meu pai. Ele leu algumas resenhas e achou que poderia ser interessante. Para o outro casal, quando comentou, eles já haviam ouvido falar e nós, por ser uma cevicheria topamos na hora. Chama-se La Mar Cebicheria e fica na Rua Tabapuã em São Paulo.

O menu oferece uma variedade de Ceviches (peixe crú marinado com diversidade de temperos), Causushis e Planchas (frutos do mar variados grelhados e temperados). Começamos com o couvert de lâminas fritas (mas bem sequinhas) de batata doce, mandioca e banana acompanhados de molhos peruanos - do suave ao apimentado. Na hora dos pratos tivemos dificuldade de escolher com a vontade de provar mais de um, por isso, o Julio, garçom peruano que nos atendeu, ofereceu a opção de trazer um pouco de tudo. Uma espécie de menu degustação mais compacto. Da lista dos ceviches trouxe o Clássico, o Nikei, Mistura e Chifa. Destes os favoritos foram o Mistura (com abacate) e Nikei (com tamarindo). Provamos também os Tiraditos, uma espécie de ceviche também, mas o peixe ao invés de cubos é cortado em finas lâminas. Provamos os três do cardápio, Bachiche, Laqueado e Nikei. Novamente um dos favoritos foi o Nikei, que leva um molho adocicado de tamarindo. Por fim, dentro desta variedade provamos os Causushis, também um prato popular no Peru. Uma combinação fria de purê de batatas com limão e temperos, recheadas com abacate e cobertas com os mais diversos sabores. Como vem apenas duas unidades na porção, ficou difícil dividir entre todos, mas provei o de Polvo e gostei muito. A mistura de purê com limãoo fica deliciosa. Para completar o peixe cru pedimos duas Planchas para dividir, que eles chamam de Los Generosos. Optamos por duas que tinham frutos do mar variados. Para arrematar e realmente conhecer o menu por completo, escolhemos uma sobremesa para dividir também. chamada de Crema Volteada, uma espécie de pudim de chocolate com capim santo e um crocante de quinoa.

Embora alguns pratos agradaram mais o nosso paladar, no geral, todos os pratos estavam deliciosos e bem apresentados. Neste caso, como estávamos em um grupo maior e ficamos com medo de não conseguir um lugar, fizemos uma reserva. Mas, ao sair notamos que o espaço estava cheio, mesmo em um final de semana de carnaval, então talvez o ideal seja fazer uma reserva novamente, mesmo que para dois.

Cevicherias sempre nos atraem pelo fato de terem comida leve, fresca e na maioria das vezes, sem glúten e lactose. Este entrou para a lista de Favoritos.

  • o ambiente é um pouco escuro, o que impossibilitou fotos de boa qualidade.
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Cebiches, Causushis e Tiraditos

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Crema Volteada para arrematar

a água sem fim

pensar acordado

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o período de seca está apenas começando

Quando foi a ultima vez que lavou o carro?

Quando escova os dentes deixa a torneira mais tempo aberta do que deveria?

Ao lavar a louça ensaboa tudo e depois enxagua?

Ao explodir a notícia de que a Represa da Cantareira estava com 20% de sua capacidade, e que pouco estava sendo feito a respeito, comentamos no meu grupo de família no Whatsapp. Meu cunhado, australiano e vivendo lá com a minha irmã, na mesma hora falou:
“Que absurdo! Aqui na Australia quando as reservas chegam a 80% já começa o racionamento.”

Fui averiguar a informação e encontrei um complexo sistema de monitoramento e racionamento de água por todo o país. O racionamento começa logo no início das secas. Cada cidade tem especificações e exigências diferentes, e estas dependem principalmente da localização das cidades, que define a proximidade às represas e quantidade de chuva para abastecê-las. O racionamento é dividido em estágios (stages) de 01 a 08, mas algumas especificações são fixas e devem ser seguidas sem restrições desde o início do período. Algumas cidades chegam a ter restrições permanentes durante todo o ano, como por exemplo: horários para irrigação dos jardins, não utilizar água da torneira (em grande maioria potável) para lavar carros, caminhos ou garagens, entre outros. A população segue as regras sem questionar, pois sabe que as consequências de não seguir são muito piores. O escritório de Meteorologia da Australia até criou um aplicativo chamado Water Storage (por enquanto apenas disponível para iphones) que, através da sua localização, te informa os dados de precipitação, níveis das represas próximas e medidas de racionamento vigentes.

Igual aqui não é?

Não falo apenas de medidas e engajamento do governo (que já temos muitas notícias nos informando das medidas – ou da falta de – que estão sendo tomadas), mas também da colaboração da população. A nossa represa da Cantareira está sofrendo um período de seca que há décadas não acontece. Os maiores prejudicados? Mais de 14 milhões de habitantes da cidade de São Paulo, cidades do interior e industrias. O restante da população, que atualmente chega a 20 milhões em São Paulo, é abastecido por outras represas como Alto Cotia, Baixo Cotia, Guarapiranga, Alto Tietê, Ribeirão da Estiva, Rio Claro e Rio Grande. O racionamento acontece, mas a população já sente que a água está acabando, e a época de seca apenas começando.

Estes dias, quando comentei das políticas adotadas na Australia, um amigo me disse que as pessoas não acreditam que a água vá acabar. Se ali não tem, tem em outros lugares. Acham que se “só elas” lavarem o carro não tem problema. Indústrias, que são abastecidas pela Cantareira, e que utilizam a água principalmente para refrigeração, estão sentindo a escassez, mas começam a pedir caminhões pipa para solucionar o problema. Não podem parar. Tempo é dinheiro. Postos de gasolina, com grandes centros de lavagem de carros, também pedem caminhões pipa de outras represas para não pararem o negócio. Água é dinheiro. Sim… é! Água potável é vida. E quando acabar do fundo morto da Cantareira? Quem será a próxima da lista? A sua casa? Ou a minha?

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represa da cantareira hoje

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represa da cantareira

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represa da cantareira

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onde estaríamos nós?

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vamos pensar?

ilustrações por kaju.ink
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