etiqueta #mudança

você se transforma

pensar acordado, criar contexto

Regular c

hoje, no trânsito, sorrindo pelos acontecimentos do dia

Conversando com pessoas aleatórias, notamos uma constante insatisfação com o trabalho escolhido. Diálogos que começam assim: “como você está? e o trabalho?” e terminam com: “estou bem, infelizmente trabalhando muito!”. e sempre ficamos com aquela resposta em nossas mentes: “infelizmente?”

Na maioria das vezes quem escolhe o trabalho que faz parte da nossa rotina diária somos nós mesmos. Optamos por trabalhar em algum lugar, ou para nós mesmos, e nos adaptamos facilmente a rotinas novas. Quando trocamos de emprego queremos algo ainda melhor, que se encaixe nos nossos gostos e desejos para o futuro. Em que momento nos sentimos infelizes com aquilo que escolhemos? O que muda? O trabalho? Nós? Os sonhos?

O Marcos e eu também tivemos este momento. Ele trabalhava em duas empresas simultaneamente, desenvolveu uma gastrite de tanto absorver os problemas dos outros e se alimentar de quantidades anormais de café. Em algum momento percebeu que aquilo não era para ele e o corpo estava avisando. Ele é uma pessoa prática neste sentido, e que, quando a vontade de fazer algo surge, ele faz! Saiu dos empregos e decidiu se jogar em uma rotina de estudos para tornar as vontades dele em realidade. Estudou! E estudou! Mais de 14 horas por dia na frente do computador. Foi persistente, aprendeu e hoje, dois anos depois desta fase, está trabalhando com um sócio em um co-working e com projetos interessante batendo à porta. Aos poucos as coisas vão se alinhando e tomando forma.
Por outro lado, mais ou menos na mesma época, eu estava abrindo o meu escritório de arquitetura com um sócio. As coisas começaram bem e logo o dinheiro era o foco dele, e não necessariamente o meu. Paralelamente, como uma forma de fuga, investia mais tempo nas minhas artes, construindo um portfólio e indo atrás de potenciais clientes. Isto parece apontar o caminho que tomei de forma óbvia, mas foi um pouco mais complicado do que isto. O meu corpo me avisou e eu demorei para entender. Ele ficou pior e eu cada vez mais infeliz. Tudo vira uma bola de neve e se projeta para outros fatores da vida. O relacionamento com a família, o relacionamento com o Marcos. Eu me afogava no meu próprio desespero e respirava apenas com o nariz para fora. Não sou tão prática e direta como o Marcos (estou aprendendo com ele) e custei a perceber, ou melhor, a admitir, em voz alta que queria mudar. Os caminhos se cruzam, se alinham, nos mostram de uma forma ou de outra aquilo que nos deixa feliz. Não busque entender o que é a felicidade e sim as pequenas coisas que te deixam feliz. Elas te mostrarão o caminho de forma mais natural.

Estar com os amigos te deixa feliz? Ajudar alguém te deixa feliz? Viajar te faz sorrir? Ir a exposições te inspira? São os pequenos detalhes que ditarão a sua vida. Foque naquilo que deixa a sua alma leve. Foque em melhorar ainda mais as suas qualidades e não a mudar ou tentar entender as suas fraquezas. Elas se desenvolverão naturalmente. No que sou bom? Em ouvir? Em falar? Em gritar? Em apresentar? Em arrumar? Em produzir? Faça uma lista das coisas que você faz bem. Está com preguiça de escrever (ok, pode não ser o seu forte, assim como não é o meu)? Ligue para um amigo com quem se sinta à vontade de falar sobre o momento que está passando. Com a ajuda dele/a, converse e peça ajuda para entender aquilo que você faz de melhor e o que são os seus defeitos? No final, faça uma nota mental para deixar estes defeitos de lado e focar naquilo que é natural para você. Isto te mostrará o que poderá te trazer mais prazer na vida.

É o que te fará sorrir ao estar sentado no carro, sozinho, dirigindo em uma cidade como São Paulo, na hora do rush e depois de uma chuva. E o que te fará rir, ao estar nesta situação caótica e ainda precisar ir ao banheiro. Há dois anos atrás eu estaria com raiva, provavelmente gritando para sairem da minha frente, embora ninguém pudesse ouvir, buzinaria para aquele imbecil que tentou entrar na minha frente sem dar a seta e chegaria em casa descontando tudo isso nas pessoas que estavam sempre ao meu lado e querendo o meu bem. Você está feliz no seu trabalho? Com a sua escolha profissional? Não? Faça algo a respeito. A sua vida está acontecendo agora, e não no futuro, quando a conta estiver com mais dinheiro, quando você puder ser promovido (talvez) para um cargo superior, quando puder ter uma vida estabelecida para fazer mudanças e ai então, um dia, largar o emprego e abrir o próprio negócio. Sim, o dinheiro é importante, então guarde-o. Se tem um trabalho que traz um retorno financeiro, faça um pacto com você mesmo para guardar parte dele. Esta parte não pode ser tocada, nem para comprar uma coxinha no lanchinho da tarde. Repita esta atitude durante algum tempo e verá que tem uma capacidade incrível para guardar dinheiro. Ai então tome uma posição e viva o agora e não o talvez algum dia!

É difícil? Não necessariamente! Você vai querer desistir em algum momento? Provavelmente! Existe uma fórmula certa? Não! Você precisa de um talento? Todos temos algum talento! Você será um unicórnio colorido e saltitante todos os dias e todas as horas porquê gosta daquilo que faz? Jamais! A vida tem altos e baixos, você sempre terá aquelas coisas que gosta mais e outras que menos. Em qualquer profissão você terá que lidar com pessoas diferentes, com pessoas difíceis, com números, contas e com a sua capacidade de guardar dinheiro (pelo menos no começo). Mas no final das contas a resposta da balança deve ser: “Estou ótimo e feliz que estou trabalhando muito!”

Regular 90950 do what you love

simples assim? para nós parece que sim.

que hora se não agora

explorar sem parar

Regular roda gigante

fuja da roda-gigante do conformismo

“Ah mas como vocês são corajosos! Largaram tudo pra abrir a própria empresa? Eu queria tanto fazer o mesmo, mas eu não conseguiria.” Tá aí outra razão pela qual decidimos começar esse blog: essa frase. Ouvimos tanto isso de nossos amigos que percebemos que algo estava torto… Sim, Kalina e eu fizemos exatamente isso, mas ei, por mais que eu deteste admitir, nós não temos superpoderes. Nós largamos nossos empregos, adaptamos nossas profissões e estamos investindo em nossas empresas pelo mesmo motivo que você – nós tinhamos vontade. Nossas chances de sucesso/fracasso são as mesmas que as suas e, me diz, que hora se não agora?

Todos os dias, o cidadão comum acorda às 6:15, toma banho em 15, os próximos 15 se vão no preparo e consumo de um café bem forte pra aguentar o dia que começa a raiar, além do pão com manteiga, queijo branco e quem sabe um mamão, se ele teve tempo de comprar no mercado no dia anterior. 6:50 o cidadão tá na rua, pra evitar o trânsito das 7. A noite mal dormida,o banho de gato, o café revirando no estômago – nada adianta muito: a rua já está bombando de pessoas que fizeram exatamente a mesma coisa e agora estão pensando que, no dia seguinte, precisam sair mais cedo.

Eu chamo isso de roda-gigante.

Você aí que se identificou com o começo desse post: que tal tentar antes de falar que não consegue? Aí vem: “eu preciso juntar dinheiro primeiro, depois penso nisso”, ou “não sei se tenho coragem, o que iam pensar meus pais/amigos?”, tem até o “pra você é fácil, mas e pra mim que não tenho nenhum talento?” Oras, quanta besteira. Você não precisa de dinheiro pra começar. As pessoas que amam você vão apoiar ao verem que está feliz fazendo o que está fazendo.Talento, nada mais é que uma predisposição - habilidade vem da prática. Kalina desenha todos os dias desde criança e decidiu focar mais em desenhos abstratos e gráficos que em desenhos arquitetônicos. Eu monto produtos, desde moleque, com sucatas do dia-a-dia. Me formei em desenho industrial e decidi aplicar isso ao mundo da web: fui aprender programação pra criar novos serviços. Você, bem como a gente, está beliscando o caminho que sonha em seguir. Vá em frente, aperte com força: dê o primeiro passo.

O caminho é longo e trabalhoso. Quando você joga tudo pro alto, com certeza vai voltar tudo pra baixo e você tem que estar disposto a fazer malabarismos. A boa notícia é que os loucos se encontram pelo caminho. Estamos nesse processo de adaptações há mais de dois anos e, hoje em dia, estamos cruzando com histórias incríveis de amigos que decidiram que a hora era agora. Semana passada fomos no CEU Butantã, assistir a Paula, nossa amiga, contar histórias para crianças. Ela estava radiante na nova ocupação! Não faz nem dois anos, havia aberto uma agência de publicidade e estava meio conturbada com tantas responsabilidades. Durante o fim de semana visitamos o Markus Thomas em seu novo ap. Ele se formou em arquitetura com a Kalina e hoje em dia abraçou a música como filosofia de vida – e que som contagiante que ele está fazendo. Ah! Essas histórias são tão legais que vou criar uma série aqui no blog pra contar mais sobre estes nossos amigos, mas agora, preciso ir: hoje a noite temos o coquetel da Maísa, uma amiga advogada que, na última vez que a vimos, estava estudando árduamente para a OAB - agora ela está abrindo seu Ateliê de Cozinha.

Regular grupo girasonhos

Grupo Girasonhos

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Markus Thomas

Regular ateli  de cozinha ma sa campos

Maísa Campos Ateliê de Cozinha

Regular comtijolo e ma sa

nós com a Maísa

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