A maioria das pessoas, ao entrar de férias, se sente livre para sair da rotina de restrições, comer o que se tem vontade e, na maioria das vezes, “chutar o balde”. Sair de férias quer dizer comer todas aqueles alimentos que normalmente se priva e, ao voltar para casa, se matar um pouco mais na academia para perder todas aquelas gordurinhas a mais. O Marcos e eu já saímos de férias muitas vezes juntos e, na grande maioria delas, emagrecemos. Sim, perdemos peso e/ou ganhamos massa muscular. Ai fica aquela pergunta no ar: “Vocês não aproveitam para comer tudo aquilo que não tem em casa?” a resposta é “SIM, com certeza!”. Não é porque optamos por um estilo de vida saudável que não sentimos prazer em comer, ou que não provamos coisas novas, ou que não saímos para comer fora. Muito pelo contrário! Uma das primeiras coisas que fazemos ao chegar em outra cidade ou país, é ir ao supermercado. Por ali ficamos horas lendo embalagens, conhecendo novos produtos e enchendo o carrinho de guloseimas.

Para muitos viajar para os Estados Unidos é sinônimo de comer hambúrguer, batata frita e refrigerantes, tudo em porções XL (extra large ou extremamente grande). Para nós é viajar para um dos paraísos da alimentação saudável. No mesmo lugar que você encontra tudo do mais industrial, com as maiores quantidades de conservantes e açúcares, você encontra o que há de mais natural. E assim foi a nossa viagem ao Havaí no final de 2014. A companhia ajuda nestes fatores, e neste caso, além de nós dois, estavámos ao lado dos meus pais, irmãs e agregados. E sim, todos apreciam de uma rotina de alimentação saudável e atividades físicas. No total éramos oito pessoas que compartilham a vontade de explorar e experimentar. Idas ao supermercado resultavam em horas pelos corredores, mais alguns minutos para juntar o grupo e um grande carrinho que assustava os caixas quando nos avistavam.

Estes carrinhos gigantes nos sustentavam para cafés da manhã, lanches durante o dia, enquanto estávamos explorando as ilhas, e jantares. No café da manhã cada um preparava o seu: frutas, pães, mingau, sucos verde, e quando havia o interesse um provava do outro. Depois do café da manhã preparávamos uma sacola térmica com frutas (banana, maçã, mixarias e abacaxi local), água, nozes (amêndoas, sementes e macadamias locais) e carboidratos (biscoitos salgados sem glúten, salgadinhos - sim! salgadinhos! - de batata doce, arroz ou milho, assados, orgânicos e sem conservantes). Durante o dia fazíamos os lanches no carro a caminho de novos lugares ou sentados apreciando alguma bela paisagem. O almoço era um pouco mais reforçado e normalmente acontecia em algum lugar no caminho. Uma rápida pesquisa nos livros sobre a ilha ou no tripadvisor, e normalmente eram compostos de misturas leves e locais. O Havaí tem grandes influências orientais então pratos com peixe cru (Ahi, Mahi Mahi, entre outros) são muito comuns. Isto era balanceado com saladas e sucos naturais. Durante a tarde ou de sobremesa nos deliciávamos com os smoothies locais - sucos cremosos e gelados com combinações de ingredientes exóticas. Como os sucos do Kauai Juice Co, ou os smoothes do Healthy Hut por exemplo. De volta em casa cada casal se revezava e aventurava na cozinha para preparar o jantar para o restante do grupo.

Uma alimentação regrada e saudável foi acompanhada de uma rotina (sem rotina) de exercícios. Trilhas, caminhadas, corridas e remadas. Alguns dias não nos movimentamos tanto e o grupo já pensava na próxima atividade que exigisse um pouco mais do corpo. Cada um respeitava o seu corpo e seus limites, mas sempre chegávamos e partíamos como um grupo. O resultado da viagem e deste equilíbrio, mesmo de férias? A descoberta de novos alimentos e novos gostos, o interesse por novas atividades físicas (ou a vontade de praticar com mais frequência) o desenvolvimento de novos músculos e, acima de tudo, uma grande vontade de voltar!