Em breve teremos o nosso cantinho, que chamaremos de lar, por isso a busca por materiais e móveis a preços acessíveis continua. Desta vez paramos em um lugar já conhecido por nós, o chamado Mexicano. Não, não é um restaurante e sim um galpão com todo ferro velho que você pode imaginar lá pela região do Jardim Bonfiglioli. O Marcos se familiarizou com este local, pela primeira vez, há alguns anos atrás, quando ainda estava na faculdade, em busca de um pistão para construir um mancebo em uma de suas matérias práticas. A indicação foi de um amigo que frequenta a região, o Rafael Galvão ou Adiva para os íntimos). Depois disto, ele me levou lá um dia, também há alguns anos atrás, apenas para conhecer o local, e, este sábado, fomos novamente, enfim com um objetivo em comum: encontrar coisas diferentes e aproveitáveis para o nosso lar.

Imagine um lugar com quilos e quilos de ferro, enferrujados ou no processo de, em formas de peças de carros, caminhões, navios, chapas, tubos, vigas e de tudo mais um pouco. Ao primeiro olhar parece um lugar sujo que exige cautela onde passar e pisar, mas em um segundo momento, (sim o lugar continua um pouco sujo, afinal se trata de um monte de ferro…velho) você percebe que tudo está em um devido lugar, uma verdadeira bagunça organizada. A maioria das chapas e peças são vendidas por quilo, após serem pesadas em balanças que mais parecem peças de museu. Objetos mais definidos já tem um valor fixo e são vendidas avulsas. Após uma hora e meia no local, Marcos já com as mãos na cor de ferrugem e eu, com meu vestido e sandália, evitando encostar em muita coisa, (sim, admito que não é o traje mais apropriado para o local – fica a dica - mas já estava pronta para o almoço pós-ferro velho), nos decidimos pelas objetos que iríamos levar.

A compra do dia:
Caixas abertas, que se parecem com antigos arquivos, nos custaram R$20,00 cada, e serão, após uma lixada e tratada, utilizadas para armazenar ferramentas e tintas. Uma terceira caixa, com pequenos furos em toda sua superfície servirá de vaso para as nossas plantinhas em uma futura varanda. Esta também custou R$20,00. Uma chapa para eu fazer alguns testes de pintura para um futuro projeto e o Marcos usar depois para alguma coisa, ainda desconhecida. Gostamos principalmente da cor criada pelo tempo. Esta levamos por peso, o quilo algo em torno de R$4. As roldanas laranjas já tem um destino premeditado: bases para luminárias na nossa mesa de trabalho. Cada uma custou R$18. O último item, uma âncora amarela, linda e incrível, que pesa “apenas” 10kg nos custou um pouco mais, R$10 o quilo, mas será um belo mancebo em nosso hall de entrada.