Nosso corpo é constituído de mais de 70% de água - nós não somos humanos, somos esponjas. Em meio a enxurrada de informações do cotidiano, absorvemos dos líquidos que bebemos , da comida que comemos, das energias que trocamos, das imagens que vemos e dos sons que ouvimos. Não se engane amigo, você também é um dos nossos. Já é hora de escolher a poça que vamos enfiar o pé.

Você absorve as vibrações que emanam de seu entorno, pessoas, alimentos e bebidas - pelo menos nós acreditamos que sim. Vivemos numa sociedade de dualidades constantes e temos que nos equilbrar entre uma série de extremos: responsabilidades e vontades; família e amigos, trabalho e lazer, movimento e ócio, racionalidade e emoção, exercícios e alimentação. Nessa gangorra diára, absorvemos de tudo que nos rodeia: seja em meio a multidões ou a sós em um quarto escuro - informações que escolhemos captar e as tantas outras que preferiríamos evitar.

Estamos em busca, Kalina e eu, de um equilíbrio corporal, mental e emocional. Vivemos em São Paulo, cada um é dono de sua própria empresa e nariz e não é nada fácil evitar que o nosso corpo reflita o meio em que vivemos. Eu, num duelo feroz contra a acidez da cidade e ela, evitando a inflação do glúten da era industrializada. Em meio aos pormenores, vamos na contra-mão do senso-comum num passeio de magrela com nosso amigo Einstein, “A vida é igual andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio é preciso manter-se em movimento.” - Ok Albert, mas quando vamos relaxar? Acho que tá na hora de uma pausa para um chá. É, somos consumidores assíduos e amantes confessos daquilo que alguns chamam de água suja – uma das poças que escolhemos pisar.