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parede estampada

estar concreto

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mesmo imperfeitos, o conjunto fica harmônico e charmoso

Nos últimos meses abrimos as portas do nosso apê para diversas pessoas. Elas visitaram, fotografaram e publicaram algo sobre o nosso estilo de vida e os detalhes que compõe o nosso cantinho, de forma confortável, charmosa e com baixos custos. Uma das grandes atrações foi a parede que compõe a nossa cabeceira. Recebemos inúmeros emails de pessoas interessadas no papel de parede que utilizamos. A ideia de dar este toque de charme surgiu de repente, em uma tarde aqui no apê, quando conversávamos sobre os próximos passos que tomaríamos por aqui. Como grande parte sabe trabalho com arte já algum tempo agora e tenho tido experiências das mais variadas quando se trata de pinturas em parede. No ano passado surgiu um quarto de criança com a ideia de fazer uma estampa, como pois coloridos, que no fim se transformassem em balões. A ideia se repetiu em um quarto de uma recém nascida e seguiu também para uma amiga dos tempos de escola, já adulta. Quando olhamos para a parede atrás da nossa cama sentimos falta de algo e então me lembrei de todas aquelas tardes fazendo poás. E por que não triângulos? E preto e branco para dar um toque de seriedade. Uma forma de compor também com a nossa paleta de cores e economizar na compra de papéis de parede ou outros adornos.

Em um daqueles dias que deixamos todos os afazeres de lado para cuidar do apê comecei os testes.

O que usar?
Um pedaço de papel cartão (aqueles que vem atrás de um bloco de papel canso por exemplo - atente-se que o papel tenha uma certa espessura para que não se desfaça durante o processo), um lápis, uma tesoura e tinta preta (pode ser acrílica ou de parede mesmo - como um color teste da suvinil por exemplo, ou até mesmo spray).

Por onde começar?
Trace um triângulo, com ajuda de uma régua, do tamanho desejado, sobre o papel cartão.
Não faça ele muito perto das bordas, para que tenha uma margem para sujar com a tinta.
Com ajuda de um estilete ou tesoura corte o triângulo fora. Importante que os cantinhos sejam todos bem recortados e a forma do triângulo fique vazada. Você tem um stencil.

E ai?
Neste caso utilizei um pincel e tinta acrílica, mas pode-se utilizar outros materiais.
No caso da tinta utilize um pincel com fios mais grossos. Para que a tinta não acumule na parte de trás do stencil e nem escorregue pela parede, lembre-se de não encharcar o pincel. Antes de passar para a parede faça alguns testes sobre um papel para evitar surpresas desagradáveis.

O mesmo pode ser feito com um spray. Uma amiga que mora no exterior pintou o quarto do bebê utilizando um stencil circular. A melhor explicação que encontrei para ajudá-la na quantidade de tinta a ser utilizada, novamente para evitar que a tinta escorra pela parede, foi utilizar o som do spray como referência. Mantenha uma distância razoável do stencil. Neste caso o triângulo, ou forma de escolha, tem que estar rodeado de uma margem maior de papel, pois as partículas do spray tem um poder maior de se espalhar. Ao pressionar o gatilho fique atento ao som: faça “psssst” e pare. O “pssssssssssst” pode encharcar e estragar a estampa. Fácil não?

No caso do nosso apê montamos a estampa a olho, mas se não tiver tanta experiência com proporções nesta escala você pode fazer marcações leves com um lápis. Use uma trena ou régua para fazer algumas linhas básicas para te ajudar a manter a linha e distâncias. Essas linhas podem ser apagadas depois com uma borracha comum. Para que evite manchar a parede com estas linhas guias, é importante que seja um lápis ou lapiseira finos e que não coloque muita pressão na hora de fazer as marcações.

Com o stencil e tinta à mãos, ligue uma música que goste, e comece o trabalho. Uma parede com dimensões semelhantes à nossa pode levar cerca de cinco horas, ou de 2 a 3 horas para os mais experientes.

Mais alguns detalhes…
Tente forrar o chão, ou parte dele, ao longo da parede, para evitar sujar o piso. Não use jornal, pois se ele molha pode colar e deixar marcas no piso. Normalmente usamos um saco de lixo aberto (abra ele para que tenha uma superfície maior).
Fique atento às suas mãos. É inevitável sujá-las (faz parte), mas evite encostar na parede para que não suje superfícies que deveriam ficar brancas.
Para dar um movimento mais interessante ao conjunto, vá girando a forma ao longo da composição.

O triângulo é apenas um exemplo, mas outras formas também são possíveis, como esta ou esta

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fazendo um stencil em casa

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tinta e pincel em mãos

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construindo, aos poucos, uma estampa

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estampar sem marcações pode gerar imperfeições nas linhas, mas o conjunto, no final, fica harmônico

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seguindo em frente

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depois de algum tempo a parede vai tomando forma

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Foto por Rafaela Paoli para Historiasdecasa

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Foto por Rafaela Paoli para Historiasdecasa

quase um #carambaumacaçamba

estar concreto

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base branca para aplicação de cor

contamos um pouco quem faz o que ou quem cuida do que aqui em casa. Quando fazemos móveis para ao apartamento, o Marcos costuma cuidar do trabalho mais pesado, como cortar, cerrar e furar. Quando detalhes como tinta, lixar e aparafusar entram em jogo, eu ajudo um pouco mais. Já nos itens menores eu tenho maior participação. Buscamos fazer as coisas nós mesmos para deixar as coisas com a nossa cara, mas também para economizar. Compartilhamos as nossas experiências e conhecimentos, para que possam ser aplicados e interpretados por cada um para outros itens.

Recentemente, ao receber amigos, sentimos falta de uma bandeja maior que pudesse nos ajudar a servir bebidas, petiscos ou chá. Toda vez que entramos em alguma loja ligada a decoração de casa dou uma olhada nas opções. Além de nunca encontrar aquela que atendia as nossas expectativas, elas não custavam menos de R$ 120. Por não ser uma prioridade acabamos deixando de lado. Temos uma lista de detalhes para deixar o nosso apartamento ainda mais com a nossa cara. Vamos riscando eles aos poucos da lista, conforme temos tempo para criar soluções ou dinheiro para adquirir itens novos.

Um dia destes, ao entrar em uma loja de artes, onde costumo comprar alguns materiais de arte, passei por um corredor repleto de peças de MDF para serem customizadas. Andei, explorei e bati o olho em uma bandeja do tamanho que imaginávamos, por R$ 10,20. No caminho para o caixa ainda peguei um base para artesanato branca. Estas peças de MDF normalmente vem com um bom acabamento, mas é sempre necessário lixar e limpar bem antes de começar a pintura, para eliminar bordas mais afiadas e resíduos de pó. Quando esta etapa estiver finalizada comece com a base branca. Não precisa ser especificamente esta base para artesanato, mas uma tinta branca e que ajude no bloqueio de absorção da peça. Uma base bem feita grande menos camadas de tinta e um acabamento melhor. Neste caso passei duas camadas de base. Para pintar buscávamos uma cor específica, algo similar à nossa porta do banheiro, para que se juntasse à composição geral da casa. Não tinha mais a tinta em casa então fiz uma mistura com o que tinha no studio. Como base utilizei uma tinta super lavável turquesa, da Coral, e adicionei alguns pigmentos de tinta acrílica para chegar na cor desejada. Passei duas camadas de tinta, respeitando sempre a mesma direção de pincelada em cada lado. Quando a peça estava bem seca passei uma cera, da Ceras Mil, que tem o mesmo efeito de um verniz. A cera é incolor, para que não altere o tom da peça, e natural. Após três horas de secagem, lustrei a peça com ajuda de um pano mais poroso. Lustrar a cera ajuda no brilho e na eliminação de possíveis excessos. Uma alternativa seria utilizar um verniz de spray ou para pincelar, lembrando que sempre melhor optar pelo incolor e não tóxico, já que a bandeja será utilizada no dia a dia.

No mesmo dia, aproveitando o pincel sujo, peguei duas garrafas que estavam no lixo recicladoe apliquei também a base para artesanato. Elas se tornam decorativas e já foram para o bar, para preencher as lacunas de garrafas cheias que não cabem dentro do carrinho. Se quiser dar um toque a mais na peça, pode usar uma caneta permanente à base de água da marca Uni Posca. Com ela dá para traçar linhas ou fazer poás por exemplo.

Resumidamente é simples assim:

Uma peça de MDF (uma bandeja, uma caixa, um cubo ou uma casinha de passarinho)
Tinta Branca (base para artesanato, ou na falta dela, alguma tinta branca à base de água funciona também)
Pincéis
Cera ou verniz para finalizar

Nota:
Estas peças de MDF podem ser encontradas em diversos armarinhos e lojas de artes ou artesanato espalhados pela cidade. Neste caso visitei a Casa de Arte que fica na Avenida Portugal.

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mistura de cores para chegar no tom desejado

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aplicação de cera ou verniz

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pintura das garrafas

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base para artesanato e posca para detalhes

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a composição finalizada

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outra peça de MDF sendo pintada seguindo os mesmos passos

arara de cobre

estar concreto

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Um fator importante de qualquer residência é o armazenamento do vestuário. Muitas semanas após nossa mudança aqui para o apê, a grande maioria de nossas roupas ainda estavam em malas ou no baú antigo da Kalina que reaproveitamos. Um armário deixado pelo último inquilino, que estamos utilizando como divisor de ambientes entre sala e quarto até hoje, também quebrou um bom galho armazenando as nossas roupas do dia a dia. Um belo dia, decidimos pôr a mão na massa para montar um local mais apropriado – e mais bonito – para guardar parte das nossas roupas.

O caminho escolhido foi uma arara de cobre. Quem nos acompanha conhece bem a nossa séria “caramba, uma caçamba!”, e como quase tudo aqui no apê foi feito a partir de materiais recicláveis. Para este item, contudo, por ser algo que estaria em constante contato com todos os tipos de roupas que usamos no dia a dia, decidimos utilizar material virgem. Uma arara deste tipo é uma boa alternativa para quem, como nós, está controlando o orçamento e ainda não possui um armário ou closet para suas roupas ( recentemente nosso “closet” ficou pronto, e aparece em algumas fotos, iei! ). Da mesma forma, se perfis de cobre não são de seu agrado, qualquer perfil metálico ou plastificado, virgens ou não, serviriam bem este propósito, com alteração do resultado visual e, em alguns casos, diminuição da resistência.

Nós gastamos cerca de R$ 150 para montar esta peça. Foram duas barras de 2,60m de comprimento X 28cm de diâmetro, duas conexões e duas cantoneiras de cobre, cerca de 5m de fio de aço, dois ganchos e buchas de 5mm para fixar no teto, e dois clips para cabo de aço. Para cortar os tubos usei uma serra de fita, e para cortar os cabos um alicate já basta. 3 pedaços de 1m de tubo de cobre, foram utilizados para as laterais e parte inferior da arara. É preciso atentar-se à mínima diferença de comprimento que as cantoneiras e as conexões de cobre podem ter entre si, na hora de fixar os tubos horizontais. Uma boa dica é montar tudo no chão uma vez que tiver todas as peças cortadas, e juntar todas as cantoneiras e conexões. Se houver uma folga em alguma das barras horizontais, verifique qual e analise a diferença para cortar esta medida de uma das barras. Uma vez que o quadrado estiver formado e firme, é hora de passar o cabo de aço pelos tubos periféricos, formando um U com as pontas soltas para cima, que serão fixadas no teto. Meça a distância que preferir do teto, corte o cabo sobressalente, e marque os ponto exatos no teto, para fixar os ganchos. Vale lembrar que o teto não pode ser gesso, pois o peso da arara e com as roupas será significativo. Fure, fixe bem os ganchos com as buchas, atravesse cada ponta do fio de aço por seu gancho e enforque o fio com clip para cabo de aço. Pronto. Todo mundo que vem aqui adora e quer um igual.

Este é, claro, só um exemplo e uma ideia de como montar esta arara. Você pode criar a sua própria, com as medidas que considerar mais pertinente. Veja as fotos do processo da nossa abaixo, para entender melhor o procedimento.

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tubos, cantoneiras e conexões de cobre

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faça um projetinho para não se perder

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bucha, gancho, cabo de aço e clip

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arara com o closet pronto

feira de caixote

estar concreto, explorar sem parar

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close no caixote

Kalina e eu reciclamos o lixo e produtos descartados para diminuir nosso impacto no mundo. Ao mesmo tempo, através desse blog, estamos tentado impactar também as pessoas de forma positiva para estender este pensamento. O dinheiro, ainda curto, é outro motivo forte para nos virarmos com o que encontramos – e não temos vergonha alguma em admitir isso: a maioria dos países do primeiro mundo tem um dia específico que as pessoas deixam objetos que não utilizam mais na rua e outras pessoas passam pra coletar e dar uso: lê-se economizar, reaproveitar e criar um ciclo sustentável de vida. A cultura tupiniquim ainda é um bebêzinho de fraldas e nós brasileiros ainda temos muito o que aprender.

…mas não se avexe! Se você, como nós, mora por aqui e acha que não se encaixa, não tem porque fugir. Se tem vontade de fazer diferente do que seus amigos fazem, diferente que seus vizinhos fazem ou até mesmo, diferente que sua família faz, basta criar hábitos diferentes. Seja o exemplo de sua comunidade. Não esquenta se por acaso te taxarem de algo depreciativo: você é um pioneiro, um marginal. Logo serás líder.

Achar materiais em caçambas é que nem encontrar diamante no meio da lama. É dificíl de achar e quando a gente vê não dá nada pra aquele treco sujo, coberto de dejetos pela ação do tempo e a primeira vista, feio. É preciso um olho clínico para ver a beleza por trás da poeira e acreditar que aquele material bruto pode se tranformar num produto leve e ir parar no meio da sua sala de estar.

Dentre as caixas, pallets, peças de ferro e outros produtos que podem ser encontrados por aí e reaproveitados, o mais pop do momento é com certeza o caixote de feira. Não é difícil avistar essas caixas de frutas e legumes abandonadas perto de alguma feira de rua ou em alguma caçamba próxima ao ceasa. Estas podem se transformar rapidamente - de lixo marginalizado para um móvel cobiçado – e virar uma estante, nichos de um armário, mesinha de centro, banqueta e muitas outras opções. Se faltar imaginação, o google images sempre dá uma ajudinha.

Vá em frente. Busque, encontre, trate a madeira e faça bom uso de seu móvel hipster. Alguns caixotes já estão prontos por aqui então vou mostrar as fotos do processo todo. Digam-nos se gostaram, ou se por acaso tem outras ideias de como usá-los – ficaremos felizes em aplicá-las. Ou se quiserem um caixote, podemos ajudá-los a fazer ou fazemos um pra vocês. A ideia é reaproveitar e replicar.

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tratando o caixote

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uma banqueta?

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um deles virou criado-mudo aqui!

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o outro, sapateiro pra entrada do apê.

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excuse the mess. we just wanted you to feel at home

pilha de ferro

estar concreto, pensar acordado

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organização no Mexicano, ferro velho

Em breve teremos o nosso cantinho, que chamaremos de lar, por isso a busca por materiais e móveis a preços acessíveis continua. Desta vez paramos em um lugar já conhecido por nós, o chamado Mexicano. Não, não é um restaurante e sim um galpão com todo ferro velho que você pode imaginar lá pela região do Jardim Bonfiglioli. O Marcos se familiarizou com este local, pela primeira vez, há alguns anos atrás, quando ainda estava na faculdade, em busca de um pistão para construir um mancebo em uma de suas matérias práticas. A indicação foi de um amigo que frequenta a região, o Rafael Galvão ou Adiva para os íntimos). Depois disto, ele me levou lá um dia, também há alguns anos atrás, apenas para conhecer o local, e, este sábado, fomos novamente, enfim com um objetivo em comum: encontrar coisas diferentes e aproveitáveis para o nosso lar.

Imagine um lugar com quilos e quilos de ferro, enferrujados ou no processo de, em formas de peças de carros, caminhões, navios, chapas, tubos, vigas e de tudo mais um pouco. Ao primeiro olhar parece um lugar sujo que exige cautela onde passar e pisar, mas em um segundo momento, (sim o lugar continua um pouco sujo, afinal se trata de um monte de ferro…velho) você percebe que tudo está em um devido lugar, uma verdadeira bagunça organizada. A maioria das chapas e peças são vendidas por quilo, após serem pesadas em balanças que mais parecem peças de museu. Objetos mais definidos já tem um valor fixo e são vendidas avulsas. Após uma hora e meia no local, Marcos já com as mãos na cor de ferrugem e eu, com meu vestido e sandália, evitando encostar em muita coisa, (sim, admito que não é o traje mais apropriado para o local – fica a dica - mas já estava pronta para o almoço pós-ferro velho), nos decidimos pelas objetos que iríamos levar.

A compra do dia:
Caixas abertas, que se parecem com antigos arquivos, nos custaram R$20,00 cada, e serão, após uma lixada e tratada, utilizadas para armazenar ferramentas e tintas. Uma terceira caixa, com pequenos furos em toda sua superfície servirá de vaso para as nossas plantinhas em uma futura varanda. Esta também custou R$20,00. Uma chapa para eu fazer alguns testes de pintura para um futuro projeto e o Marcos usar depois para alguma coisa, ainda desconhecida. Gostamos principalmente da cor criada pelo tempo. Esta levamos por peso, o quilo algo em torno de R$4. As roldanas laranjas já tem um destino premeditado: bases para luminárias na nossa mesa de trabalho. Cada uma custou R$18. O último item, uma âncora amarela, linda e incrível, que pesa “apenas” 10kg nos custou um pouco mais, R$10 o quilo, mas será um belo mancebo em nosso hall de entrada.

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peças e mais peças

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cores e composições interessantes

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as nossas compras

ilustrações por kaju.ink
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