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viagens BEM acompanhadas

ser esponja, explorar sem parar

Regular 2015 08 22 04.17.08

no museu do azulejo em lisboa

Somos do tipo que gosta de fazer economias no dia a dia para poder viajar. Evitamos gastar muito em hábitos consumistas como comprar roupas e outros produtos que não são uma real necessidade do cotidiano. Desta forma focamos a nossa energia e economias em desbravar um novo continente, país ou cidade. Este sonho de conhecer e fazer parte do mundo é algo que compartilhamos desde o dia que nos conhecemos. Sempre conversamos sobre outros povos, línguas e vivências, de como tornar isto parte da nossa realidade, e hoje, depois de quase três pares de anos juntos, podemos dizer que já desbravamos alguns cantos especiais. Quando voltamos de um destino, já pensamos e nos planejamos para um próximo. As viagens podem acontecer a sós, na companhia um do outro ou com outras pessoas também. Viajar pode ser incrível dos dois jeitos, mas é importante saber reconhecer e escolher as companhias ideais. Nem sempre o melhor amigo é um bom companheiro de viagem.

Todos conhecemos pessoas dos mais variados tipos. Cada um com seus hábitos e manias que aplicados ao modo viajante, criam estereótipos. Conhecemos os planejadores excessivos, que querem deixar tudo enquadrado nos mínimos detalhes. Ao chegar no primeiro destino já estão pensando no horário que devem partir para o próximo. Tem também os famosos “turistas”, que não tem tempo ou paciência de pesquisar o destino e montar um roteiro interessante. Estes, em grupo, formam os ônibus turísticos que sem movimentam em bando, param e tiram foto dos pontos principais. Os boêmios economizam na alimentação e nos passeios a museus para poder beber uns drinques extras durante a madrugada. O objetivo é ver o nascer do sol dos mais variados ângulos. Existem também os compradores compulsivos. A viagem se torna o motivo para renovar o guarda-roupa. Ao invés de buscar pelos pontos atrativos das cidades busca pelas lojas e outlets que podem ajudar nesta missão de levar a mala explodindo de volta para casa. Os leitores dos guias Lonely Planet desbravam as cidades como enciclopédias ambulantes, citando datas e acontecimentos para quem quer ouvir, e para quem não quer também. Os alternativos ao extremo são aqueles que não querem ser vistos nos pontos turísticos. Ver a Torre Eiffel para que se posso ver esta pequena loja de discos de vinil e câmeras fotográficas retrô? Não há mal em ser de um ou de outro jeito, de gostar ou admirar a cidade de formas diferentes, o importante é encontrar alguém que seja compatível com a sua forma de viver estes momentos. O desalinhamento neste tipo de vivência causa desconfortos e discussões.

E ai fica a pergunta, que tipo de companhia somos nós? Eu diria que um equilíbrio de algumas características citadas. Somos mais do tipo do dia, que acorda cedo para aproveitá-lo ao máximo. Provável que evitaremos baladas e afins, mas um bom jantar e talvez drinks em algum lugar movimentado nos atrai para caminhar pelas noites e observar o movimento daqueles que saem da toca quando o sol se põe. Ao escolher um destino as vezes já reservamos hospedagens, mas outras vezes, se fazemos uma viagem de carro por exemplo, gostamos de deixar tudo em aberto. Desta forma vamos sentindo cada local e definindo se devemos ficar um pouco mais ou seguir em frente. Isto possibilita uma flexibilidade de acordo com o momento. Se reservarmos a hospedagem, normalmente os passeios ficam em aberto. No dia anterior, à noite, provavelmente durante o jantar, decidiremos o roteiro do dia seguinte. Gostamos de carregar conosco o elemento de improviso e espontaneidade. Por isso também evitamos grandes grupos de turismo e longas filas. Ao visitar destinos gostamos de conhecer os ícones, mas ao mesmo tempo, para chegar lá, gostamos de caminhar pelos entremeios da cidade, passando por pequenos comércios e residências de bairro, observando os moradores fazendo suas rotinas diárias. Aproveitamos para gastar as solas dos sapatos, para de fato sentir o piso, cheiros e barulhos do local. O transporte público (ou privado) entra em ação para distâncias muito longas. Preferimos economizar em compras e investir em boas refeições. Quando chegamos, sentir os sabores locais faz parte dos itens “a serem visitados sempre”. Saímos um pouco da rotina de alimentação para provar salgados, doces e bebidas também. Tudo aquilo que faz parte do paladar e tradição, deve ser provado, mesmo que depois não seja repetido. Ao visitar museus e monumentos, aproveitamos também para ler um pouco sobre a história, imaginar o que se passou ali e entender o porquê aquilo foi construído daquela forma. Isto faz parte do sentir e conhecer.

Já viajamos com diferentes grupos, de diferentes tipos, antes de nos conhecermos e nesta jornada juntos também. Esta viagem para Portugal, nestas últimas duas semanas, apenas reafirmou o quanto a companhia é importante e faz diferença para nós (e acho que para todos). Viajamos com Carol e Marcos, nossos cunhados, e concluímos que a viagem fluiu de forma harmoniosa e interessante. Provamos, discutimos, aprovamos e desaprovamos ruas, museus, monumentos, sabores e movimentos. Para nós, viajar com pessoas funciona como um relacionamento temporário. Nos abrimos para ouvir, compreender e aprender com aqueles que estão nos acompanhando naquele período. Esta foi uma viagem que abriu o olhar para novas ideias, para novos sabores e para uma beleza urbana que cativou o nosso olhar e coração.

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saimos das ruas principais para ver o que os outros não vêem

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mesmo que sem saída, viramos em ruas que ninguém virou

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apreciamos momentos internos em museus e galerias

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entramos em lugares apenas porquê nos chamaram a atenção de fora

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frequentamos mercados para provar os sabores locais

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estamos abertos para novas experiências e conhecimentos sugeridos por outros

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compramos e compartilhamos

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fica a saudade das nossas BOAS companhias em lugares incríveis

Serendipidade

explorar sem parar

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uma surpresa dos amies da paperia

Quantos amigos você tem no Facebook? Quantos destes são verdadeiros, quantos são colegas ou apenas somam um número à sua popularidade? Quando éramos mais novos sempre ouvíamos e prometíamos: “Você é minha melhor amiga para sempre!”. Quantas destas “para sempre” ainda permanecem ao seu lado hoje? Se for como a maioria, talvez metade delas tenha se afastado, dando lugar a novas e novos amigos. Fato normal que ocorre por escolhas, gostos que evoluem (ou não), amadurecimento, namorados ciumentos, estudos, viagens, mudanças, brigas, quebras de confiança ou simplesmente momentos diferentes. Todos já passamos por isso e o fato se repete a cada temporada. Num destes dias uma amiga comentou sobre um fato que leu em algum lugar e achamos interessante - uma amizade é verdadeira e “para sempre” quando ultrapassa sete anos. Paramos, contamos e lembramos de todos aqueles que fazem parte deste número. Não é preciso trocar elogios e manifestações de carinho constantes: mesmo que não exista um contato diário, quando juntos, compartilham aquela sensação de que se viram no dia anterior. Admiração, cumplicidade, sintonia, amor, respeito e bem estar.

Na Universidade de Harvard, em aproximadamente 1937, iniciou-se um estudo sobre a saúde humana. Após muitos questionários e análises, concluiu-se que os amigos são o principal indicador de bem-estar na vida de alguém. Ter laços fortes de amizade aumenta a nossa vida em até 10 anos e previne uma séria de doenças. Além de ser fundamental para o “estar” mental, ter amigos faz bem para o coração e para o corpo. O estudo diz que amizades novas são ainda melhores, por liberarem uma substância que ativa a vontade de se relacionar e capacidade de socializar com outros, o quê, consequentemente, traz felicidade ao nosso dia a dia.

Marcos e eu, por sermos donos das nossas empresas e curiosos pela vida, sempre buscamos conhecer novas pessoas em novos ambientes, em outros círculos de amigos e de formas inusitadas - e foi justamente isso que aconteceu recentemente com um casal, donos da Paperia. Um dia, em minhas pesquisas e divagações online em busca de páginas interessantes, me deparei com a Fan Page da Paperia no Facebook. Mesmo com apenas um amigo em comum, fui atrás, li mais e pesquisei a respeito. Me deparei com o site, produtos e até na página do Pinterest da empresa dei uma conferida. Me encantei e pensei – algo que não faria há alguns anos atrás, provavelmente por timidez – “vou enviar um email, apresentar o meu trabalho e sugerir uma parceria.” A partir deste dia, a parceria de fato começou a surgir, mas muito mais do que isso, uma amizade veio como agradável surpresa.

Após algumas trocas de e-mails e tentativas de marcar reuniões que falharam por motivos diversos, trocamos números, a Marcela – criadora da empresa- e eu, e iniciamos uma conversa por WhatsApp. Conversa vai e conversa vem e descobrimos inúmeras semelhanças, entre elas aspirações, vontades, personalidades e por fim, as caras metades que trabalham em áreas similares. A princípio parecia até surreal a cada descoberta. No mesmo dia que Marcos eu encontramos o nosso apê, tive um dos papos mais longos (ainda pelo celular) com a Marcela e, descobri que eles também estavam em busca de um novo lar. Apresentei o conceito MaxHaus e contei um pouco da nossa procura. Em meio a tudo isso um encontro ao vivo aconteceu, a princípio para conversar sobre negócios, mas que logo virou uma conversa de horas, sobre os mais variados assuntos, de duas pessoas que pareciam se conhecer a anos. Em menos de uma semana, uma pessoa querida, que virou nossa vizinha no mesmo dia de nossa mudança, é hoje minha companheira de exercícios diários em nossa piscina vermelha - e ai paramos para pensar: como se chama isto? Um encontro inusitado? Serendipidade? Destino? Ou apenas um toque de felicidade em nossa nova fase?

Por coincidência, ou não, o slogan da Paperia, do casal Marcela e Ítalo, diz: Imprima Felicidade. No nosso caso, não apenas trouxeram mais um sorriso em nossas vidas, mas também nos surpreenderam com um produto, feito com muito carinho, agradecendo a ajuda em encontrar um novo cantinho. Mais um amigo na lista do Facebook ou um amigo “para sempre”? Talvez descobriremos daqui há anos, mas nada disto importa, afinal aquele estudo iniciado há anos atrás na Universidade Harvard tinha razão; novos amigos são sinônimo de bem estar para o corpo e para a alma. Obrigada amies pelo carinho e pelos sorrisos!

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manifesto da felicidade paperia

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os nossos cartões de mudança

Regular comtijolo e paperia 01

faltou a foto dos amies comtijolo e paperia. em breve.

ilustrações por kaju.ink
catalisado por person.agency