Mudamos! Hoje faz uma semana que recebemos a chave. Amanhã faz uma desde que dormimos a primeira vez no apê. E assim os dias vão passando, e a cada dia vamos resolvendo coisas da check list. Lamento informar, mas a realidade é outra. A cada dia parece que temos mais coisas para fazer e resolver por aqui. Móveis, luz, água quente que parou de funcionar (ou nunca funcionou - São Pedro, do clima, continue estando ao nosso lado durante estes banhos gelados), instalar a máquina lava e seca, ir ao mercado, cozinhar o almoço, desenhar móveis e por ai vai. Ah! E trabalhar em meio a tudo isto é claro. Afinal temos que pagar as contas no final do mês. Antes de falar o que fizemos no apê até agora e tudo que ainda falta fazer, vou contar para vocês onde estamos e, em números, por que decidimos ao final por esta região e por este apê.

O Marcos já contou um pouco sobre a nossa procura, os valores base que buscávamos alcançar para o bolso e a satisfação que queríamos sentir ao entrar no nosso futuro lar. Não estamos na Vila Madalena e sim um pouco mais longe, no Panamby, ou Jardim Fonte do Morumbi, para ser mais exata. O ponto de referência é sempre o Parque Burle Marx e sua Mata auxiliar, ou para os menos poetas o Extra da Marginal. O nosso prédio faz parte de um conjunto de dois do conhecido (não para todos) Maxhaus.

Para vocês que já sabem, e para os que não sabem o que é o Maxhaus? É um conceito “novo” de morar (surgiu no mercado há nove anos). Os apartamentos são vendidos com a planta livre (sem paredes para os leigos). O único ambiente fechado é o banheiro que se encontra bem ao meio da planta, sendo que dele, apenas duas paredes não podem ser retiradas. A estrutura é perimetral no edifício e a infraestrutura encontra-se abaixo do piso elevado. A vantagem disto é que o proprietário, ao escolher o seu apartamento, pode fazer com ele o que quiser. Deixá-lo como um ambiente só (popularmente conhecido como loft), dividir o espaço com paredes dry-wall (parede de gesso rápida de ser construída e mais em conta do que as de bloco), para um, dois, três quartos, ou até onde a imaginação levar. Todos os Maxhaus da cidade são inicialmente entregues com o piso de cimento queimado, o teto e uma das paredes estruturais do banheiro em concreto aparente. O estilo de morar agrada principalmente a jovens sozinhos, casais ou aqueles que buscam algo diferente onde podem ousar um pouco com a criatividade. Os apartamentos possuem em média 70 metros quadrados, onde a flexibilidade permite que a minha sala seja o seu quarto, assim como o escritório a sua sala de jantar. O que é melhor? Simplesmente o que você achar melhor para o seu viver. Acompanhando esta flexibilidade, as janelas são pensadas nesta possibilidade de modularidade e, por serem mais compridas do que o comum, oferecem uma excelente iluminação natural (ponto na nossa checklist) e sensação de amplitude.

Nós encontramos um apê no terceiro andar. Andar Baixo? Em uma situação comum talvez seria, mas aqui estamos no topo do morro, sob as copa das árvores, com vista para a Marginal. Escolhemos um apartamento com face norte. O que quer dizer isso? Quer dizer que o sol, na maior parte do dia, estende os seus raios para dentro da nossa cozinha, sala e quarto. Durante o verão pode ficar um pouco quente, mas é o que salva os apartamentos no hemisfério sul durante o inverno. O nosso apê veio semi equipado, o que quer dizer que o banheiro e a cozinha (principalmente esta) estão completos. A cozinha já desde o primeiro dia, possui armários embutidos, fogão, geladeira, micro-ondas e até uma torradeira que descobrimos dentro do armário após dizer “é este!”. No quarto temos um armário, daqueles comprados prontos, que servirá o propósito por enquanto. Quanto pagamos de aluguel por isto? Redondos R$ 2500. Mas e o resto?

O condomínio oferece uma excelente infraestrutura com sala fitness com equipamentos de última geração, uma piscina semi-olímpica de ladrilhos vermelhos (vermelho é o logo do Maxhaus) e um max café, que em outras unidades é terceirizado, mas nesta é um local para festas e reuniões. Além disto uma equipe treinada de seguranças vinte quatro horas, depósitos na garagem, uma vaga por andar (por enquanto), uma vaga de moto e locais para seleção de lixo reciclado. Bom não é? E o melhor, pagamos R$ 420 por isto tudo. Um valor mais do que honesto em nossa opinião. O pacote deste nosso novo lar? Um pouco menos de R$ 3000. As contas extras do apê não devem passar de R$ 300, o que, dividido em dois, resulta em um gasto médio de R$ 1650 para cada um. Por estes e muitos outros motivos optamos em fazer deste o nosso novo lar. Claro que passou pela nossa cabeça que com parcelas destas poderíamos comprar uma unidade, dividida em 15 anos, mas decidimos que, além de não fazer muitos planos para o futuro, permitia uma certa flexibilidade de vida neste momento também. Aceitável não?