“Quando éramos crianças tínhamos duas lagostas que viviam em um aquário. A Nafta e a Lina. O aquário ficava pertinho da janela, do nosso quarto, no segundo andar do sobrado e era coberto por um pedaço de madeira para que elas não fugissem. Quando estávamos em casa soltávamos elas pelo quarto para esticarem as pernas. Um dia fomos para escola e quando voltamos vimos que havíamos esquecido a tampa aberta. Ao olhar mais atentamente notamos que a Nafta não estava no aquário. Fugiu. Procuramos e procuramos pela casa toda até que olhamos pela janela e pensamos: ela voou! Nos debruçamos pela janela e vimos a Nafta caída entre as folhas da floreira. Choramos pela Nafta. E a Lina se foi alguns dias depois. Se afogou de solidão!”

Sabe quando você está em um círculo de amigos e alguém sempre rouba a atenção pelas histórias? Sejam elas tristes, românticas, mas principalmente engraçadas? Todos param de falar, prestam atenção com olhos vidrados e dão risada até as bochechas doerem? Conheçam a Paula da forma que nós a conhecemos. (teriam que ouvir ela contar esta história acima para realmente saber do que estamos falando, mas acho que dá para ter uma ideia.)

Quando nos aproximamos da Paula, ela era uma publicitária tentando tocar a sua própria agência. Passava os dias entre contas e papéis, enquanto tentava manter a criatividade para os “jobs” que apareciam. Paula foi se perdendo em meio a tanta burocracia: mau humor, dificuldade de sair da cama, estresse e….infelicidade. Um dia assistiu um filme que tinha como personagem uma contadora de histórias. Parou, pensou: dá para viver disso? Foi atrás e encontrou. O que? O seu sonho. Bem-vindos ao mundo colorido e mágico da Paula Dugaich: contadora de histórias.

Quem tiver a oportunidade de ir ver suas performances ao vivo, vá! Nós fomos, aprendemos, nos emocionamos e dançamos com as crianças do CEU Butantã no final. Agenda e fotos das apresentações são divulgados na fan page do Grupo Girasonhos, onde a Paula se transforma em inúmeros personagens de tantas histórias incríveis.