A Juliana surgiu de forma inesperada em nossas vidas ( ou em minha vida, pois apesar do Marcos ter contato virtual, não a conheceu pessoalmente ainda ). A Marcela da Paperia (sim, ela de novo! É inevitável citá-la, pois é nossa vizinha e compartilha muitos momentos conosco), uma tarde no apê dela me mostrou um perfil interessante chamado temporary people! Descemos um pouco no feed para explorar, lemos algumas histórias e salvei o perfil para acompanhar as novidades. (segura este pensamento!)

Algumas semanas depois recebi um e-mail da Maisa (já contamos mais sobre ela por aqui me convidando para fazer parte de um novo projeto dela e da Eleonora (outra pessoa incrível e criadora do blog “c'est super”). Fui apresentada virtualmente para todas as integrantes do grupo e marcamos a primeira reunião física lá no ateliê de cozinha da Maisa. Liguei alguns pontos e descobri que o temporary people era uma criação dela. Alguns minutos depois recebi um e-mail da Juliana que dizia assim:

“O temporarypeople é meu, sim! Fiquei super feliz quando você começou a seguir, a Maísa já tinha falado de você, já era fã mesmo! :)

Sei que a gente nem se conhece ainda direito, mas seria muito abuso perguntar se posso descer com você pra reunião (caso vá de carro)?”

E foi assim, após trocar algumas mensagens pelo whatsapp, saindo da minha garagem em uma quinta-feira que vi a Ju em pé ao lado do portão. A viagem para Santos foi como se tivesse uma amiga de longa data sentada ao meu lado. Conversamos, contamos e fizemos dois resumos de vida, o meu e o dela, em uma hora e pouco de viagem. O projeto com as meninas continua em andamento, enquanto isso cada uma continua tocando os seus projetos pessoais ou de vida. A Maisa seu ateliê, a Eleonora, agora na França, o seu blog, eu, o meu studio kaju.ink e a Ju, o temporary people.

No resumo do carro soube um pouco mais sobre o projeto e vou resumir um para que entendam cada resposta sútil, porém de peso, do estilo temporary people. A Ju se tornou uma pessoa mais introspectiva durante a escola, descobriu uma paixão pela escrita como forma de expressão pessoal. Na mudança de fase da vida tirou uma temporada para morar em Londres. Por lá, entre muitas aventuras, decidiu aceitar um emprego e virou vendedora de flores - aquelas que ficam na porta de metrôs e estações de ônibus. Vendia flores e observava cada um que ali passava e retornava. Começou a imaginar as histórias que existiam por trás destes personagens, além de virar ouvinte de muitas pessoas que apenas precisavam desabafar com um estranho. Pegou se computador e escreveu histórias e mais histórias, e salvou, tudo em disquetes (sim, faz um tempo). No retorno ao Brasil e à rotina, ao impacto de culturas, aquilo se perdeu, de verdade e as histórias - as escritas - também. As memórias ainda existiam e naquele momento, com o apoio e mais histórias de seus amigos criou o temporary people, um projeto colaborativo sobre histórias, aquelas de pessoas que por um piscar passam em sua vida e deixam uma marca.

Eu já mandei uma história e quero mandar mais. Toda vez que algo pequeno acontece na minha vida e me toca, me lembro da Juliana. Mais uma pessoa que surge na minha vida em um piscar de olhos e deixa a sua marca. Conheçam mais sobre o temporary people ‘temporary people’. e ela tem também o instagram @temporarypeople. que tem um resumo das histórias que são colocadas no site.